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terça-feira, 17 de abril de 2012
Somos Todos Um
Somos Todos Um!
Porque o Todo está em tudo.
Tudo é Ele. Tudo é Um.
Como parte d’Ele, também somos Um!
Sim, há um Grande Coração da Vida em nós.
Ele pulsa a luz eterna em nossos pequenos corações.
Liga cada um de nós ao mesmo Amor Cósmico.
Seja estrela, espírito ou homem, em tudo Ele está.
E quem poderá dizer que não?
E algum templo ou grupo tem exclusividade sobre Ele?
Ou Ele está onde quer, porque é o Dono de tudo?
O que vale é o Amor real, que ilumina a vida.
Esse Amor do Grande Coração d’Ele em nós.
O Grande Concertista Cósmico toca a música da vida.
E nós vamos vivendo em sua canção eterna...
(desconheço o autor)
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011
A Árvore da Vida
Fui assistir “A Árvore da Vida” e não pude deixar de
manifestar a imensidão que este filme me fez sentir. Ainda sinto como andando
com os pés a um palmo acima do chão.
Enquanto algumas pessoas sussurravam ao final do filme: “Graças
à Deus que acabou”, fiquei pensando, “será que perdemos a capacidade de VER? A
capacidade de compreender?”. Talvez essa reação se deva ao fato de que este não
é apenas um filme, mas sim uma poesia, um estado de oração. Arrisco a dizer que
é quase um mito. E se digo isso é porque estudei sua linguagem.
Os pares de opostos que salpicam por todo o filme como raios de sol sobre as árvores: Pai-Mãe. Amor-Ódio. Inocência-Malícia. Perdão-Ressentimento. Céu-Mar. Água-Fogo. Oceano-Deserto ... Todas facetas do Absoluto, sem as quais seria impossível conhecer, compreender e, por fim, transcender.
Os pares de opostos que salpicam por todo o filme como raios de sol sobre as árvores: Pai-Mãe. Amor-Ódio. Inocência-Malícia. Perdão-Ressentimento. Céu-Mar. Água-Fogo. Oceano-Deserto ... Todas facetas do Absoluto, sem as quais seria impossível conhecer, compreender e, por fim, transcender.
E toda a forma como a narrativa foi construída me levou à mesma
conclusão, repleta de metáforas e simbologias que, unidas dentro
de um contexto, criam sentidos em camadas ampliando a cada passo nossa
compreensão do todo.
![]() |
| Fonte: Nasa |
E esse todo é tão rico que não pode ser verbalmente
descrito. Uma imagem vale por mil palavras. A música também. Com tão pouco
texto, é riquíssimo em mensagem, sentimentos, informação, insights. Transporta-nos
do micro ao macro em segundos. Do centro da alma humana ao centro da energia
cósmica divina e de volta ao coração do homem. Mas existe esta distinção? Ou
ela foi criada por nós? Imaginamos essa energia criadora que chamamos Deus
longe. Tão longe que é capaz de nos abandonar aleatoriamente, sendo bons ou
maus. Mas nos damos conta de que tudo é Deus. Somos sua vibração. Cada pequeno
gesto, atitude, cada minúscula partícula da criação, tudo faz parte do mesmo. E
se a obra divina é belíssima, a obra humana também pode ser, desde que reflita
a outra, imagem tão bem simbolizada nos prédios que espelham o azul do céu.
Nosso destino é o encontro com o oceano, nosso ponto de
chegada é a luz. No fundo, somos todos como os girassóis, sempre voltados para
esta energia criadora e o mais importante: apenas pelo amor desviamos do escuro
e nos tornamos parte desta grandeza belíssima e tão sofisticada de sentidos que
abrange a vida e tudo o que a cerca.
Palmas para esta obra de arte ousada e tão sensível de Terrence
Malick, que chega a ser um mito do amor divino e humano.
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quarta-feira, 18 de maio de 2011
Ciência x Religião?
A ciência nunca foi realmente o oposto da religião, muito pelo contrário. Ambas sempre caminharam lado a lado e parecem cada dia chegar mais perto uma da outra. Um dos maiores símbolos disso em minha opinião é Albert Einstein. Serei sua eterna admiradora, não apenas pela inteligência e incrível amplitude de visão científica que o tornou a maior celebridade do planeta na área, mas por seu lado profundamente humano.
Sua visão ultrapassou as fronteiras da ciência e atingiu os domínios de religiões antigas e pensamentos espiritualistas profundos, como mostra sua famosa frase: “Penso 99 vezes e nada descubro. Deixo de pensar, mergulho no silêncio e a verdade me é revelada”.
Einstein era contra as guerras e o preconceito. Também tinha uma idéia muito particular e fascinante de Deus:
“Reconheçamos na base de todo trabalho científico de alguma envergadura uma convicção bem comparável ao sentimento religioso, porque aceita um mundo baseado na razão, um mundo inteligível! Essa convicção, ligada ao sentimento profundo de uma razão superior, desvendando-se no mundo da experiência, traduz para mim a idéia de Deus”.
Vale à pena rever este vídeo que mostra a genialidade humana e a humanidade genial do mestre:
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domingo, 1 de maio de 2011
O Sentido Criador
Outro dia estive refletindo: Se Deus ou o Criador universal que eu acredito existe, porque a maioria de nós não consegue percebê-lo totalmente? Então me dei conta de que Deus é energia, vibração, o “Verbo” ou “Om” e que para perceber energia, temos que senti-la.
Porém, nós criamos um mundo onde a matéria é o princípio e o fim de tudo. Matéria é também energia, de um ponto de vista quântico. Mas se nem mesmo a matéria é totalmente captada por nós, como poderíamos compreender algo que é muito mais sutil?
A percepção do mundo varia de acordo com cada cultura, já que as capacidades mentais humanas são desenvolvidas parcialmente em função de cada uma delas.
O antropólogo Claude Lévi-Strauss dizia que havia uma determinada tribo que conseguia ver o planeta Vênus à luz do dia, o que para ele parecia algo impossível e inacreditável. Mas, ao consultar astrônomos profissionais e velhos tratados de navegação de sua própria civilização, chegou à conclusão de que não só tal observação era concebível como antigos marinheiros também eram capazes de fazê-la.
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| Fonte: Nasa (Planeta Terra visto do espaço) |
O que percebemos através dos olhos não está limitado apenas por nossas culturas e crenças, mas também por nossas capacidades físicas. Nós não podemos ver muitas coisas que acontecem neste planeta, como por exemplo, raios ultravioleta. Se as transmissões de ondas electromagnéticas dos celulares fossem visíveis aos nossos olhos, veríamos uma imensa rede entrelaçada por todo espaço.
Aí aparece o conceito de Maya hindu: o mundo que vemos com nossos olhos é uma ilusão. Como um sonho que sonhamos sem saber que estamos dormindo.
Mas a visão é apenas um dos nossos sentidos. Nossa audição também não consegue captar muitos sons, como o ultrassom. Por outro lado, precisamos aprender a ouvir o silêncio, já que o excesso de ruídos sonoros afeta nossa capacidade de percepção. Muitas vezes se prefere o barulho externo pelo medo de ouvir o que está dentro. Assim também ocorre com nosso tato e olfato. Isso para não falar de nosso 6º sentido, que muitas pessoas nem mesmo sabem que têm. O chamado 3º olho que percebe o sutil, que através de nossa intuição percebe o que é invisível ou imperceptível através dos outros sentidos.
Penso que se nos esforçarmos por perceber o mundo de forma mais integrada e com mais humildade respeitando aquilo que não podemos captar com nossos cinco sentidos, mas que muitas vezes podemos sentir de outras maneiras, teremos uma chance maior de compreender esse todo em que vivemos e, sintonizando nossa vibração com ele, quem sabe, encontrar aí seu próprio Criador.
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