domingo, 19 de julho de 2015

Nem tudo parece o que é

Somos herdeiros do Iluminismo. Fomos educados para acreditar em um mundo ilusório que está se mostrando cada dia mais distante da realidade. Mas também nós somos responsáveis por criar verdades que atendem a um modo de vida porque é mais cômodo e interessante para nós. Somos também responsáveis por acreditar nestas verdades que estão, aos poucos, nos destruindo e destruindo o mundo em que vivemos.

Mesmo nas coisas aparentemente mais simples, nossa falta de discernimento é visível. Por exemplo, ao lavarmos nossas louças, nossas roupas, nossos corpos, cabelos, e assim por diante, procuramos produtos que fazem a maior quantidade de espuma possível, acreditando que, quanto mais espuma, mais limpo ficará o que estamos lavando. Mas, na verdade, quanto mais espuma, mais química existe e, portanto, mais agressivo será e mais poluída ficará a água que devolvemos ao meio ambiente. Assim, todos os dias, vamos sujando nosso bem mais precioso, a água, que já mostra sintomas graves de escassez e qualidade.



A partir da teoria da evolução proposta por Darwin, criamos uma sociedade baseada na lei do mais forte, mas até mesmo ele a reconhecida como uma regra parcial dentro das leis da natureza. Assumimos isto como verdade e toda a nossa civilização sobrevive crendo que devemos crescer à custa dos demais. Se eu sou mais forte que meu vizinho, se tenho vantagens sobre ele, terei mais chances na vida. Porém toda a Biologia e a Ciência atual estão mostrando que esta característica é apenas uma exceção. A regra é a lei da colaboração. Todos os seres vivem em colaboração e harmonia, contribuindo para que, juntos, o processo evolutivo continue vivo, gerando sempre novas etapas de forma criativa e cocriadas.

Fomos levados a acreditar, com a Era da Razão, que só é possível conhecer a verdade através do intelecto e das ciências exatas. Todo o nosso sistema educativo está baseado nisso. Nossas teses, nossos relatórios, o conhecimento em nossas escolas, nossas leis são todos transmitidos através da linguagem verbal, a única que pode ser considerada científica e capaz de ser fiel a realidade absoluta. Mas o que é verdade absoluta?

Deixamos para trás as imagens, os sons, os outros sentidos que estão ressurgindo, como um respiro, em grande parte pela revolução da internet. O ano passado vimos a primeira tese de doutorado em educação ser apresentada em forma de história em quadrinhos na Universidade de Columbia. O estudo trata da importância do pensamento visual no ensino. Nós não podemos perceber e conhecer o mundo apenas através da linguagem verbal. Apesar de parecer óbvio, essa volta da aquisição de conhecimento através das diversas linguagens e sentidos ainda levará um tempo para formar parte do nosso dia-a-dia. Que dizer do que não percebemos com os sentidos físicos, mas através do que chamamos intuição?

Foto: doutorado do educador Nick Sousanis 


Essas verdades criadas estão impregnadas em todos os aspectos da nossa vida, de forma que nos tornamos cegos diante do universo complexo que existe diante de nós.

Especialistas na área da lingüística e da neurologia mostraram que as diferentes estruturas das línguas desenvolvem diferentes regiões cerebrais. Esse desenvolvimento permite a certos povos perceberem coisas que outros não conseguem. Os aborígenes australianos, por exemplo, conseguiam perceber uma comunicação entre os seres do planeta que nós não percebemos. Eles conheciam, sem ter nenhum equipamento científico para isso, os campos eletromagnéticos do planeta. Conheciam energias e vibrações as quais só tomamos conhecimento através de equipamentos e medidores.
Mas o nosso mundo não comporta mais a nossa cegueira. Não é mais possível fingir que está tudo bem e continuarmos agindo de acordo com o que enxergamos quando nosso sistema ecológico sucumbe diante de nossos olhos, quando nossos irmãos sofrem de fome e uma imensa carência de amor, quando a população mundial está, em sua grande maioria, sofrendo com a depressão, o excesso de peso, a insatisfação, o sentimento de incompletude e assim por diante. É comum vermos pessoas sentindo-se sozinhas em meio a milhões de pessoas que as cercam.


É preciso despertar! E podemos começar criando uma atitude de questionamento. Cada ato que fizermos, cada coisa que aparecer em nosso caminho, em tudo o que dedicarmos nosso tempo e energia, precisamos nos perguntar: que conseqüências isso trará na minha vida? Na vida das pessoas que me cercam? Na saúde do planeta? Isso satisfaz minhas necessidades mais profundas? Eu preciso fazer isso desta forma? É possível fazer de forma diferente?

O mundo precisa ser reinventado e somos os responsáveis, como seres que guiam o destino do planeta, pela desconstrução de nossas crenças, de nossas atitudes, de nossa maneira de interpretar a vida. Busquemos antes o que satisfaz a alma e que nos permita contribuir para a construção de um mundo melhor e mais feliz, de um planeta que nos inclua como heróis, não como vilões de nossa própria estória.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

O Arqueiro

Muitas sabedorias e espiritualidades do mundo dizem que percebemos a realidade de uma forma limitada, como se houvessem véus que tornam as coisas difusas e que devemos nos esforçar para ver através desses véus, derrubá-los para conseguirmos ver a realidade mais nítida e ampla. Eu acredito que tudo o que existe possui diversas camadas ou níveis de sentido e, muitas vezes, nós vemos as coisas de forma muito pobre. Cada presença, cada acontecimento pode nos levar a uma compreensão mais profunda da vida e de nós mesmos. Eu procuro ver a vida desta forma.



Há pouco tempo, comecei a assistir a série Arrow, sobre a estória do super-herói Arqueiro Verde, que conquistou grande popularidade no mundo. Eu adoro ler e assistir estórias de super-heróis, já escrevi um post sobre isso. Mas, comecei a gostar tanto dessa série que um questionamento começou a me perseguir. Por quê esse personagem me atrai tanto? Por quê algo se move dentro de mim quando assisto esses episódios? Claro que há toda uma superprodução americana por trás, atores de talento e pessoas muito bonitas. Mas o que eu estava sentindo era mais profundo. 

Então um dia a resposta apareceu transparente para mim. Em primeiro lugar, me dei conta da semelhança do personagem com o meu signo, Sagitário, uma palavra que vem do Latim Sagittarius, que significa “arqueiro”, mais exatamente “relativo a flechas”, de sagitta, “flecha”.

Há muitas interpretações sobre essa simbologia. O arqueiro, meio homem meio animal, aponta sua flecha para as estrelas simbolizando a união dos três planos da existência: o físico, o mental e o espiritual. O arqueiro apontando seu arco e flecha para um alvo alto e distante significa sua busca pela sabedoria, a evolução espiritual após a transformação interior. Neste sentido, a flecha representa o intercâmbio entre o Céu e a Terra.


Na mitologia grega, o arqueiro foi representado por Quíron, príncipe dos centauros, um ser imortal respeitado por sua sabedoria e aquele que orientava os guerreiros na floresta. Aliás, a ideia da morte x imortalidade está sempre presente, tanto no signo quanto na série. 

Ao falar sobre a jornada do guerreiro, o mestre de meditação e professor Chögyam Trungpa aponta três ferramentas que ajudam no caminho, sendo uma delas uma arma, 

“representada pela analogia do arco e flecha, que se relaciona ao desenvolvimento da sabedoria, ou prajna, e de meios hábeis, ou upaya. Prajna é a sabedoria da consciência discriminadora, que experimenta a intensidade de percepções sensíveis e desenvolve precisão psicológica. (...) Aqui você maneja essa inteligência como uma arma de consciência. Você só consegue desenvolver esse tipo de intensidade se alguma experiência de ausência de ego se manifestar em sua mente. Caso contrário, sua mente ficará preocupada, cheia de seu próprio ego. Mas, quando você faz a conexão com a bondade fundamental, pode lidar com a real intensidade da flecha e com os meios hábeis fornecidos pelo arco. O arco permite que você controle ou execute a intensidade de suas percepções”.



Quando juntei todas essas peças, percebi o quanto as milhares de simbologias e metáforas desta série tinham a ver comigo, com o caminho da transformação interior e as buscas da minha alma, com as características mais profundas do meu ser. O arco e a flecha como ferramentas para desenvolver a concentração e a habilidade necessárias para adquirir a consciência discriminadora, a percepção sofisticada e precisa do outro, do inimigo ou ego, da vida. O próprio arqueiro como aquele que através do esforço e da autosuperação, procura vencer seus medos, suas fraquezas, sua miopia espiritual.

O arqueiro verde está, como a maior parte dos filmes e séries de super-heróis, ocupando o lugar dos mitos em nossa cultura. Estamos carentes de mitos, como já dizia Joseph Campbell, e os mitos têm uma importância crucial em nossas vidas. Todas essas estórias, que podem parecer apenas entretenimento para alguns, estão na verdade, alimentando nossas almas e nossos subconscientes com ensinamentos e significados mais profundos do que muitos conseguem perceber.



quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Dia Mundial da Gentileza

Dia 13 de novembro se comemora o Dia Mundial da Gentileza!
Vamos fazer a nossa parte!



“Amizade é pura por natureza. Quando você tem um lírio em suas mãos, como você pode esmagá-lo? Quando você ama uma pessoa ternamente, como você pode machucá-la, mesmo se ela estiver errada? O amor divino é ilimitado e infinito.”

Paramahansa Yogananda
mestre yogue hindu

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A mensagem da água

Este artigo é uma homenagem ao dr. Masaru Emoto, o famoso pesquisador japonês, que partiu para a eternidade no último dia 17 de outubro.

Foto 01: Masaru Emoto e imagem da molécula de água exposta à palavra "Eternidade"


Este grande homem revelou ao planeta a partir de fotografias especiais o poder do pensamento e das palavras, vibrações e orações de todas as religiões, as quais alteram a estrutura molecular da água. Estas fotografias nos fazem refletir como a água benta e águas sagradas em geral são realmente distintas já que as moléculas de água expostas à vibração de palavras ou pensamentos como amor, gratidão, compaixão, cantos e mantras têm suas estruturas completamente alteradas. Emoto fez vários projetos pelo mundo, unindo milhares de pessoas em oração e fotografando moléculas de água congeladas antes e depois destes encontros para ver os resultados.

Foto 02: Água de represa antes de um monge budista oferecer uma oração

Foto 03: Água de represa após um monge budista oferecer uma oração

Criticado por muitos por não haver rigor científico em seu trabalho, Masaru Emoto sempre foi sincero quanto ao seu modo de proceder e levou ao mundo a mensagem da água: não estamos separados de nada, nosso amor ou ódio interferem nos outros seres e no planeta através da influência das palavras, pensamentos e sentimentos na estrutura molecular do elemento mais essencial à vida, que compõe mais de 70% do corpo humano e também do planeta Terra.

Foto 03: Molécula de água exposta à palavra "Esperança"


Semelhantemente às fotos de Masaru Emoto, foi feita uma pesquisa pelo Instituto HeartMath onde foi fotografada uma amostra de fotos da saliva humana antes e após um estado de coerência, conceito criado pelo mesmo instituto e que se refere a um estado de alinhamento energético e cooperação entre o coração, a mente, o corpo e o espírito.

A primeira foto mostrada abaixo se refere a uma pessoa em estado de “incoerência”, que é quando estamos menos calmos, sob o efeito de stress negativo, a saliva aparece sem estrutura alguma.


A segunda foto abaixo apresenta uma amostra de saliva da mesma pessoa após 5 minutos de prática de criação de coerência no coração (criando calma, sentimentos de amor, compaixão, etc.) e mostra cristais belamente formados. 


Esse incrível experimento torna evidente o quanto somos impactados pelo que sentimos. Provocar estados de harmonia, calma e paz tem um efeito importante sobre nós mesmos. Ao comparar esta pesquisa com a pesquisa de Masaru Emoto, vemos o grande poder que temos de alterar nosso próprio organismo e tudo o que está ao nosso redor ao mesmo tempo.


segunda-feira, 7 de julho de 2014

Entrevista com a atriz Carol Piscitelli

Em nossa segunda entrevista para o blog, conversamos com Carol Piscitelli, atriz, artista, mãe de família e uma pessoa muito humana. Boa leitura!

1. Carol, você é uma dessas pessoas que tem mil atividades, cuida de dois filhos, trabalha e, não importa o que aconteça, está sempre com esse sorriso no rosto, transmitindo alegria e ânimo para todos à sua volta. O que lhe alimenta com tanta boa energia para manter esse ritmo?

Na verdade acredito que todos nós temos altos e baixos, momentos mais tristes e outros alegres, mas aprendi ao longo do tempo a não entrar no modo “curtir fossa” por muito tempo. Todos temos fases muito difíceis, mas o sorriso alimenta não só a nós mas tudo o que está a nossa volta, e essa energia tem uma propagação e um retorno.



2. Além de atriz, você já participou de muitos projetos sociais e de ajuda ao próximo. Trabalha em diversos projetos como palhaça, como no projeto de Patch Adams, pelo prazer de alegrar. Você pode nos contar um pouco desta experiência? O que você sente ao fazer este trabalho? Você acha que mudou sua forma de perceber a vida?

Faço palhaça por puro prazer. Inicialmente fiz um curso de Clown com o Marcio Ballas (que na época era do Doutores da Alegria) para complementar meu currículo de atriz. Fiz alguns eventos na época, mas nunca tinha tido a pretensão de ir para hospitais, e coisas assim. Hoje é diferente. Meu filho quando nasceu ficou muito tempo na UTI, e percebi, estando lá dentro o quão necessário é a presença de um estímulo lúdico para quem vive aquela realidade no dia a dia. Assim que ele teve alta e saiu de lá eu me arrisquei a entrar de palhaça e foi simplesmente maravilhoso. Assim comecei a ir esporadicamente à alguns hospitais, asilos e Associações.

Na Associação Síndrome do Amor, que é o lugar o qual realmente me sinto parte faço esse trabalho com um pouco mais de regularidade, mas não só como palhaça. Ora canto, ora faço palhaça, ora simples animadora. A Marília Castelo Branco, presidente da Associação, me chama de “Mãe sorriso” e “Artista Amorosa” (Amorosos são todos os voluntários da ASDA).  Essa associação tem um trabalho lindo e necessário, dando apoio a famílias de crianças com síndromes graves e severas, mesmo antes do nascimento, pois muitas síndromes genéticas são investigadas no Pré Natal.



Pra mim estar palhaça, completamente presente e ligada com todas as qualidades ridículas que todos possuímos mas tentamos esconder, é uma terapia intensiva e única. Fazer isso e ainda trazer o sorriso para o rosto das pessoas é uma experiência que só vivendo para compreender!

Percebo também que o palhaço bem executado, tem um efeito muito eficaz em campanhas de conscientização. No dia do Autista em 2013 fui convidada para fazer uma ação em um farol na área nobre aqui de Ribeirão, e dificilmente as pessoas que dirigiam seus veículos não abriam o vidro para ouvir o que tínhamos para falar. É o carisma do palhaço! (gostaria de deixar claro aqui que ser palhaço não é vestir o Nariz vermelho e uma roupa de fantasia e sair por aí. A arte do palhaço vai muito, muito além de um nariz).



3. Além deste, você trabalhou para o Projeto Trânsito Bom, da escola Ana Gabarra, entrando em cena como uma palhaça para conscientizar as pessoas sobre a importância da vaga para deficientes. Você pode nos contar um pouco sobre essa experiência? O que motivou essa atuação? Se quiser, fique à vontade para contar um pouco mais sobre seu trabalho e outras atividades que exerce.

Bom, o palhaço tem uma abertura maior com as pessoas, é como o bobo da corte que fala as verdades sem medo de ser punido. Sendo assim o palhaço tem a liberdade de apontar as falhas mesmo porque é cheio delas! Uma palhaça vestida de guarda em frente a uma escola, onde a vaga de deficiente assim como a da van escolar nunca é respeitada foi um modo de alertar e conscientizar as pessoas. 

Me incomodava muito o fato de, sabendo que existem na escola 3 crianças cadeirantes, que aquela vaga nunca estivesse desocupada. Então a Luciana De Siqueira Zamboni (diretora da escola) me chamou para criarmos essa ação que eu topei de imediato! O feed back dos próprios pais foi incrível. Teve uma mãe que me falou: “Sempre parei nessa vaga aí bem na frente da escola, mas te juro que nunca mais farei isso”! Mas cá entre nós (rs, e os leitores) eu na verdade tive em alguns momentos uma dificuldade enorme ao me deparar com pessoas que realmente discutiram comigo, bateram boca abertamente em frente de um monte de pais da escola, pois se acham no direito de ocupar sim uma vaga reservada para uma pessoa especial.

Meu filho tem Paralisia Cerebral, hoje ele tem quase 3 aninhos,  e perceber que existe uma parte da população que realmente não tem o menor respeito em relação ao deficiente, isso me deixou mals... Teve sim um momento que me retirei e fui chorar escondidinha no banheiro. Foi a primeira vez que me deparei com a realidade que meu filho iria enfrentar.

4. O que você sugeriria como atitude ou ação que contribuísse para construirmos uma sociedade mais sustentável e humana, que respeite o próximo e nos torne conscientes de que não estamos separados uns dos outros, mas que a felicidade de cada um depende da felicidade da sociedade da qual fazemos parte?

Nossa... eu poderia falar e falar de mil coisas aqui mas vou usar apenas duas palavras que acho essenciais e hoje em dia estão fora da prática:

COMPAIXÃO – perceber que há um “outro”, com sentimentos e dificuldades seja lá quem ele for. Nossa sociedade está com uma doença grave. Falo brincando que é a síndrome do “Umbigo Grande”. As pessoas tendem a ver apenas seus problemas, suas qualidades, suas metas, suas necessidades. O outro não é percebido. Dentro disso o desrespeito tende a crescer e crescer.

Quando o indivíduo percebe que existe um outro diferente dele mas tão importante quanto ele, com necessidades, sentimentos e paixões, quando você se coloca no lugar desse outro, descobre-se a COMPAIXÃO. Esse é um sentimento que deveria ser ensinado nas escolas. E ouvi dizer em um TEDx que sim, existem lugares ensinando a compaixão em aula, onde um bebê frágil entra em cena e os alunos entram em contato com esse sentimento percebendo a fragilidade e encanto que um bebê gera.


DEVER – O dia que os pais ensinarem para seus filhos o que é o DEVER, tudo estará melhor. Se cada um fizesse a parte que lhe cabe, isso amenizaria 99% dos problemas do mundo. Começando no básico: Limpar a sujeira que se fez, usar a água que é necessária apenas, não desperdiçar alimentos, fazer os deveres da escola, respeitar os colegas e suas diferenças, e assim vai. Vejo que as crianças só fazem seu dever se houver uma recompensa, um presentinho. Quantos pais não dão viagem quando o filho passa de ano! “Se você passar de ano vai pra Disney!”, Essa barganha está se tornando um grande mal, apesar de parecer algo inofensivo.

5. O que o termo “Sustentabilidade de Vida” diz para você?

Nossa... Um termo forte e cheio de significado. Acredito que estamos vivendo um momento evolutivo um tanto conturbado. Os valores pesam mais de um lado da balança que do outro. Emoções trocadas facilmente pelo bem material, mas sentimentos não são substituíveis. Acho que sustentabilidade de vida seria o encontro do equilíbrio de várias coisas essenciais:
Cultura, lazer, informação, corpo, saúde, bem estar, alimentação, exercício físico, família, relações humanas, trabalho, contato com a natureza, emoções (ufa!).

É tanta coisa, né? As vezes a balança pesa mais pra lá do que pra cá. O que não pode é um lado pesar sempre mais que o outro... penso. Tarefa difícil no mundo de hoje com todas as coisas que nos deparamos que somos obrigados a fazer devido a tantas obrigações. São os “tem que”. E essas obrigações não são os deveres. São coisas que nos sentimos obrigados a fazer porque todo mundo faz.

Só pra finalizar, tem uma outra campanha muito bacana que me chamaram para participar que chama Doe Sentimentos. Nessa campanha corações (simples corações feitos de papel, ou material reciclado) são distribuídos. Uma ação apenas para propagar a gentileza!

Nesse sábado fizemos aqui em Ribeirão a ação de distribuição, foi quando percebi o quão grandioso é esse projeto! Distribuindo pequenos corações percebemos como as pessoas andam carentes, e como ganhar algo de um estranho é tão inusitado que transforma o dia de alguém. Vale a pena conhecer! http://www.doesentimentos.com/