quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Nós temos o poder de mudar!

Artistas famosos gravaram um vídeo de protesto contra a construção da usina de Belo Monte. Através do Movimento Gota D’ Água, a campanha discute o planejamento energético do país pela análise do projeto da hidrelétrica, a mais polêmica obra do PAC.

A campanha me chamou atenção porque, com uma linguagem simples, nos diz como nós devemos sim nos ocupar com questões como estas, que parecem tão distantes do nosso dia-a-dia atarefado com trabalho, família, lazer, acesso à internet.


Mostra como há uma interligação de tudo: a geração de energia no país, a vida e cultura indígenas, o meio ambiente, o desperdício de dinheiro que sai dos nossos bolsos e a forma como vivemos. Nós temos o poder de mudar. Nós temos a responsabilidade de evitar atitudes que prejudiquem nosso país, nossos povos, nosso dinheiro, nosso meio ambiente.

Segundo matéria da Folha de São Paulo, a obra de Belo Monte tem custo estimado em R$ 26 bilhões, mas uma das críticas à nova hidrelétrica é que ela não irá operar na capacidade máxima. “Além disso, duas terras indígenas - Paquiçamba e Arara da Volta Grande do Xingu - ficam no trecho do rio Xingu que terá sua vazão reduzida por causa da barragem. Como os índios dependem do rio para alimentação e transporte, o modo de vida tradicional dessas populações está ameaçado pela usina.”


Segue o vídeo e o site, por onde se pode assinar a petição e fazer parte desse movimento de mudança.

domingo, 6 de novembro de 2011

Os bons são maioria

Dentre as muitas mensagens positivas que costumamos receber por e-mail, uma especialmente me chamou a atenção esta semana, pois tocou num ponto fundamental do comportamento humano atual, o fato de que hoje uma grande parte das pessoas sinta prazer em consumir informações destrutivas.

O texto chamado “Os bons são maioria” fala sobre uma campanha de marketing que publicou alguns dados muito interessantes comparando acontecimentos bons e ruins no mundo, tais como:

“*Para cada pessoa dizendo que tudo vai piorar, existem cem casais planejando ter filhos.
*Para cada corrupto existem oito mil doadores de sangue.
* Enquanto alguns destroem o meio ambiente, 98% das latinhas de alumínio já são recicladas no Brasil.
* Na Internet, a palavra amor tem mais resultados do que a palavra medo.
* Para cada muro que existe no mundo, se colocam duzentos mil tapetes escritos “bem-vindo”.
* Enquanto um cientista desenha uma nova arma, há um milhão de mães fazendo pastéis de chocolate.”

A matéria, que faz parte de uma redação espírita chamada Momento Espírita, continua dizendo que nós, como consumidores de notícias também desejamos ver o lado bom do mundo, da vida e das pessoas e, por isso, devemos demonstrar esse desejo. Lembro-me de ouvir a monja zen-budista Coen dizer em um de seus discursos em seu templo que nós escolhemos aquilo que vemos. Não é uma questão de rejeitar a realidade, mas de não enfatizar apenas o lado negativo das coisas. Saber de um acidente é um fato, mas querer ver, ouvir e ler todos os detalhes de todos os envolvidos já passa do normal. Parece ser uma forma de alimentar uma sombra interna.

Há muita coisa boa sendo feita no mundo e cabe a cada um de nós o papel de fazer parte da construção pacífica e benéfica do planeta. Madre Tereza de Calcutá disse certa vez: “As pessoas me perguntam por que eu não participo de movimentos contra a guerra e eu respondo que se vocês tiverem movimentos a favor da paz, podem me chamar que irei a todos.” Aí está o segredo, devemos participar fazendo parte da corrente do bem, não contra o que consideramos ruim. Devemos nos unir aos bons e ajudar na transformação energética do mundo, que hoje precisa mais do que nunca de gestos assim.

A mensagem termina com um convite à alegria: Amemos mais. Participemos mais. Sorriamos mais.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A Árvore da Vida

Fui assistir “A Árvore da Vida” e não pude deixar de manifestar a imensidão que este filme me fez sentir. Ainda sinto como andando com os pés a um palmo acima do chão.

Enquanto algumas pessoas sussurravam ao final do filme: “Graças à Deus que acabou”, fiquei pensando, “será que perdemos a capacidade de VER? A capacidade de compreender?”. Talvez essa reação se deva ao fato de que este não é apenas um filme, mas sim uma poesia, um estado de oração. Arrisco a dizer que é quase um mito. E se digo isso é porque estudei sua linguagem.

Os pares de opostos que salpicam por todo o filme como raios de sol sobre as árvores: Pai-Mãe. Amor-Ódio. Inocência-Malícia. Perdão-Ressentimento. Céu-Mar. Água-Fogo. Oceano-Deserto ... Todas facetas do Absoluto, sem as quais seria impossível conhecer, compreender e, por fim, transcender.

E toda a forma como a narrativa foi construída me levou à mesma conclusão, repleta de metáforas e simbologias que, unidas dentro de um contexto, criam sentidos em camadas ampliando a cada passo nossa compreensão do todo.
Fonte: Nasa
E esse todo é tão rico que não pode ser verbalmente descrito. Uma imagem vale por mil palavras. A música também. Com tão pouco texto, é riquíssimo em mensagem, sentimentos, informação, insights. Transporta-nos do micro ao macro em segundos. Do centro da alma humana ao centro da energia cósmica divina e de volta ao coração do homem. Mas existe esta distinção? Ou ela foi criada por nós? Imaginamos essa energia criadora que chamamos Deus longe. Tão longe que é capaz de nos abandonar aleatoriamente, sendo bons ou maus. Mas nos damos conta de que tudo é Deus. Somos sua vibração. Cada pequeno gesto, atitude, cada minúscula partícula da criação, tudo faz parte do mesmo. E se a obra divina é belíssima, a obra humana também pode ser, desde que reflita a outra, imagem tão bem simbolizada nos prédios que espelham o azul do céu.

Nosso destino é o encontro com o oceano, nosso ponto de chegada é a luz. No fundo, somos todos como os girassóis, sempre voltados para esta energia criadora e o mais importante: apenas pelo amor desviamos do escuro e nos tornamos parte desta grandeza belíssima e tão sofisticada de sentidos que abrange a vida e tudo o que a cerca.

Palmas para esta obra de arte ousada e tão sensível de Terrence Malick, que chega a ser um mito do amor divino e humano.



terça-feira, 30 de agosto de 2011

Para Refletir...


“O particular é o universal de uma perspectiva única”.

Deepak Chopra

domingo, 21 de agosto de 2011

Pelo amor aos animais

Desde que me entendo por gente, amo os animais, todos eles. Em casa, sempre tivemos bichinhos de estimação: hamsters, peixe, cachorros, coelho, até mesmo passarinhos e pombas que, por aparecem machucados, cuidamos até se curarem. Alguns quiseram sua liberdade de volta e nos deixaram, outros preferiram ficar.

Scotch
Porém meu amor mais profundo a um animal veio com meus dois últimos cães. Duas almas boas demais que me encantaram e me ensinaram a pureza de amar um bichinho como estes. Um deles nos deixou em 2009, resultado de uma doença grave que nos fez sofrer muito, mas também nos ensinou muito. Scotch era tão bonzinho que, mesmo doente, tinha ânimo suficiente para continuar pegando nosso sapato e sair correndo para brincar, mesmo que por 1 minuto. Ele me ensinou que, quando amamos, cuidamos da melhor maneira que podemos.
Fico pensando em como há tantas pessoas que respeitam e amam tão pouco essas criaturas de Deus a ponto de abandoná-las como se faz com uma roupa velha, quando estão de mudança e não há espaço suficiente para levá-los ou quando simplesmente se cansam de ter que limpar sua sujeira e alimentá-los todos os dias.

Muitas pessoas pensam que os animais não sentem ou pensam. Está certo, talvez não pensem como nós, mas que há um grau básico de capacidades mentais, isso já foi descoberto há muitos anos. O próprio Charles Darwin já havia escrito que o homem e os animais possuem as mesmas faculdades de imitação, atenção, deliberação, escolha, memória, imaginação e raciocínio, embora em graus muito diferentes.


Pesquisas recentes mostram que os bichos não são assim tão diferentes de nós. Sabemos agora que os peixes, as aves, os animais domésticos, todos os animais selvagens e os répteis que rastejam sobre a terra têm memória, personalidade e linguagem, diz Tiago Cordeiro em reportagem à Super.

Tiago também diz que, provavelmente pelos muitos mil anos de convívio conosco, os cães nos conhecem muito bem. Eles aprendem tanto através do olhar que se tornam capazes de antecipar os movimentos dos seus donos. Se o dono vai na direção de um cão para abraçá-lo ou para brigar, ele percebe antes e antecipa a reação.
Testes de psicologia mostram que a maioria das espécies possui diferentes níveis de extroversão, altruísmo, criatividade e abertura a novas experiências. Mas, além disso, a maioria apresenta também quadros de depressão. Lembro-me quando fui viajar e fiquei 3 meses fora de casa. Tive um pesadelo com o Scotch e fiquei agoniada para voltar. Quando finalmente cheguei, Scotch apresentou um quadro de depressão profunda que teve que ser tratado com remédios. O quadro se repetiu quando foi a vez de minha mãe estar fora por alguns meses.

Fonte: Folha de São Paulo
Uma matéria deste mês de agosto da Folha de São Paulo mostrou que, ao morrer o hipopótamo-fêmea Tetéia, de 53 anos, do Zoológico de São Paulo, sua filha Sininho, de 10, “quase não saiu da água e se recusou a comer”, fez greve de fome durante 2 dias pela falta de companhia da mãe.
Precisamos desviar do ponto de vista que nos torna superiores, assumir uma maior humildade diante destes animais supostamente menores e por fim reconhecer que não estamos sozinhos, somos apenas uma espécie coexistindo com milhares de outras no processo comunicativo do planeta.


Ação pelos Animais

Uma iniciativa exemplar em se tratando de defesa animal é a 1ª Delegacia especial para proteção animal em São Paulo, que possui vários projetos contra crimes animais e conseguiu uma grande vitória recentemente, a aprovação e criação pelo Ministério Público de São Paulo de um "Grupo Especial" com atribuições de Defesa Animal, como solicitado pelo Deputado Fernando Capez. É possível aderir às suas causas na página do Facebook:
http://www.facebook.com/delegaciaanimal


Outra nobre iniciativa é o da ONG carioca Ação Animal que, com a missão de buscar a harmonização entre os animais, o meio ambiente e os seres humanos, trabalha pela defesa da causa animal através da adoção de animais abandonados (o que é crime: Lei Municipal nº 4731/07) e conscientização para a posse responsável.