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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O Ser que gera Frutos


Algo muito comum hoje é ver as pessoas ensimesmadas no meio da correria do dia-a-dia, cada um cuidando de sobreviver a qualquer custo. Esquecemos que vivemos em grupo, que não estamos sozinhos e que dependemos das relações entre todas as pessoas para estarmos aqui, trabalhando, vivendo, construindo algo em nossas vidas. Somos uma comunidade. Vivemos em comunidade. Apesar disso, uma via fácil para se esconder e fugir deste falso sentimento de solidão é projetar para o outro as dores e falhas internas. Já dizia o grande mestre há 2 mil anos: “Porque vês o argueiro que está no olho de teu irmão e não vês a trave que está no teu próprio olho?”.

Nós necessitamos transcender esse sentimento de solidão e nossas dores internas. Quando encontrarmos o sentimento de completude e paz dentro de nós, poderemos ver com mais clareza os laços que nos envolvem no todo em que vivemos. Por isso é tão importante trabalhar nossa consciência interna. Todos nós recebemos talentos, dons, capacidades. Usemo-los! Desenvolvendo os melhores dons que recebemos nos tornaremos únicos e perfeitos reencontrando-nos com quem realmente somos. Encontrando nossa própria essência, o todo à nossa volta se transforma.

Gandhi nos ensina: “Tomemos a água, que em seu estado líquido permanece na terra, não pode ascender enquanto não tiver se rarificado em vapor. Mas, uma vez que haja se convertido em vapor, eleva-se até o céu onde, por fim, se transforma em nuvens que depois caem sob a forma de chuva que frutifica e abençoa a terra. Nós somos como a água, temos de nos esforçar para rarificarmos de maneira que se destrua o ego e nos absorvamos no Infinito para o bem eterno de todos.”

domingo, 31 de julho de 2011

Que cada ato, seja uma ação, palavra ou pensamento, se manifeste como um ritual sagrado

Muitos mestres dizem que devemos viver em estado de oração. O que isso quer dizer? Eu penso que atingimos este estado quando percebemos que aquilo que fazemos influencia e é influenciado por tudo o que está à nossa volta. Há ligações, muitas invisíveis, que nos unem a todos os seres, animados e inanimados. Quando há uma compreensão de que nós interferimos interna e externamente através de nossas vibrações, adquirimos um respeito tal que agimos com mais amor. Daí aquela famosa frase que diz que devemos amar o que fazemos e não fazer o que amamos porque compreendemos que somos seres únicos, que há um propósito maior para o que cada um de nós está fazendo neste planeta, neste exato momento, nesta exata empresa em que estamos, na família em que nascemos, na cidade em que vivemos.


Se todos trabalhassem para obter seu sustento, e não mais, haveria bastante alimento e ócio suficiente para todos. Então, não haveria gritos de superpopulação, nem enfermidades, nem a miséria que vemos ao nosso redor. (...) Os homens poderão, sem dúvida, fazer muitas outras coisas com seus corpos e mentes, mas tudo deveria ser um trabalho de amor pelo bem-estar comum.

Mahatma Gandhi


Viver desta maneira seria, sim, um eterno estado de oração, uma maneira sagrada de viver, onde cada ato nosso se realizaria com beleza e poder, como um verdadeiro ritual direcionado ao bem comum de todos os seres.