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domingo, 28 de abril de 2013

Bolívia dá exemplo com a Lei da Mãe Terra


Confesso que às vezes fico impressionada com certas notícias as quais, por serem tão inusitadamente boas, me deixam espantada e, ao mesmo tempo, entusiasmada. Foi o que aconteceu a respeito da nobre atitude da Bolívia.

 
 
Em outubro de 2012, o presidente da Bolívia, Evo Morales, promulgou a primeira Lei do mundo que dá direitos à Mãe Terra como um ser vivo. Essa Lei se baseia na concepção indígena ancestral que entende o planeta como um ser vivo que preserva a natureza através de um uso sustentável harmônico e equilibrado. Neste conceito, os seres humanos são vistos como uma de suas criaturas, as quais não têm o direito de colocar em risco seu equilíbrio e sobrevivência.

Essa Lei dá um exemplo ao mundo ao estabelecer 11 direitos à Mãe Terra, incluindo o direito à vida, o direito da continuação de ciclos e processos vitais livres de alteração humana, o direito a água e ar limpos, o direito ao equilíbrio e o direito de preservação da variedade de seres sem serem alterados geneticamente em sua estrutura.


Foto de: http://www.brasildefato.com.br/node/10913


Segundo a filosofia indígena, a Mãe Terra ou Pachamama, é considerada a mãe de todos, da qual dependemos para viver. Ela é sagrada, fértil e a fonte de vida que alimenta e cuida de todos os seres que vivem em seu ventre. Ela está em permanente equilíbrio, harmonia e comunicação com o cosmos. Ela abrange todos os ecossistemas, os seres vivos e sua auto-organização.
 
Com a Lei, o país, que perde milhares de hectares de floresta por ano, pretende reduzir a destruição, contaminação e alteração da natureza causadas pela ação do homem.

Esta é uma proposta ao mundo de promover uma imensa e necessária mudança de conceitos e da própria concepção da vida. É urgentemente necessário alterar a relação atual do homem com a natureza para começarmos a trilhar um novo e mais próspero caminho, pois nossos passos atuais estão claramente esgotando seus recursos e, se não há natureza, também não há vida nem humanidade. Parabéns à Bolívia, que sai na frente nesse caminhar.

Artigo da Lei de Direitos à Mãe Terra da Bolívia:
http://pt.scribd.com/doc/44900268/Ley-de-Derechos-de-la-Madre-Tierra-Estado-Plurinacional-de-Bolivia


domingo, 22 de abril de 2012

Dia da Terra - Earth Day


Hoje, dia 22 de abril, é o Dia da Terra. Uma data que vem ganhando cada vez mais força desde sua criação no início da década de 1970.

Esta é uma data importante porque ela ajuda a criar uma consciência comum em relação aos problemas ambientais e ao nosso compromisso de proteger o planeta Terra.

Mais de 500 milhões de pessoas em 85 países devem comemorar este ano com manifestações e celebrações.

Uma iniciativa louvável é a da Global Coherence Initiative (http://www.glcoherence.org), um projeto de base científica em conjunto com o Instituto HeartMath.

Eles criaram uma tecnologia avançada de monitoramento da Terra para observar modificações no campo magnético do planeta e testar a hipótese de que o campo da Terra é afetado pelas emoções humanas em massa, tanto positivas quanto negativas.

A pergunta

"E se as pessoas ao redor do mundo experimentassem intencionalmente um amor e cuidado sinceros, compaixão e outras emoções positivas simultaneamente e alimentassem o campo ambiental global com essa energia positiva?"

levou à criação de um experimento que já dura 5 anos e conta com a participação de mais de 40 mil pessoas em 87 países.

Uma das ações é criar coletivamente um campo de energia positiva que interage com os campos eletromagnéticos do planeta. Sensores foram instalados para medir os efeitos. Um dos objetivos é examinar como a ressonância de emoções humanas coletivas em resposta a eventos em massa de significância emocional é refletida no campo magnético do planeta.

Você pode participar deste experimento no Dia da Terra passando 5 minutos com pelo menos mais uma pessoa, ou com sua família ou grupo de amigos visualizando a Terra e seus habitantes em harmonia. 

Ou você pode participar junto à instituição pelo link:

http://www.globalcarerooms.org/

domingo, 17 de julho de 2011

Água é vida.

Dia 11 deste mês saiu na Folha de São Paulo, sem fazer muito alarde, uma matéria triste que deveria ser destaque especial. A matéria dizia assim:
O lixo plástico na superfície dos oceanos é uma ameaça mortal para as baleias e os golfinhos. (...) Em 2008, 134 tipos de redes diferentes foram encontrados nos estômagos de duas cachalotes que encalharam no litoral da Califórnia, Estados Unidos, e que provavelmente morreram de oclusão intestinal. Em 1999, na cidade de Biscarrosse (sudoeste da França), uma baleia de Cuvier encalhou com 33 kg de plástico no corpo.

A notícia, que deveria chocar qualquer ser humano com um mínimo de consciência sobre a importância da vida e saúde dos oceanos não é, infelizmente, uma novidade.
No ano passado, o globo publicou: Já a ONU calcula que mais de um milhão de pássaros e 100 mil mamíferos e tartarugas marinhas morrem por ano por comerem ou ficarem presos em restos de plásticos.
Lembro-me de ter ficado chocada já na época da Expo Lisboa de 1998 sobre os oceanos, onde números críticos sobre a situação dos mares do mundo foram expostos.
Hoje vemos com tristeza a Grande Porção de Lixo do Pacífico (Great Pacific Garbage Patch), uma ilha de 7 milhões de toneladas de lixo plástico que se amontoa no oceano pacífico e que pode ter 2 vezes o tamanho do Texas.
A água de nosso planeta é finita e tanto a água salgada quanto a doce estão cada vez mais poluídas. Há mais de 10 anos atrás, quando eu era voluntária da SOS Mata Atlântica, já ouvia nas reuniões de diretoria que em 50 anos não teríamos mais água potável em São Paulo.
Água é vida. Sem ela, não haverá mais possibilidades, carreiras, viagens, compras, família, nada. Em alguns anos, a água poderá valer mais que o petróleo. Então, o que é mais importante? Pense apenas por um minuto na água limpa que você utiliza em um dia e verá a importância que ela tem para você. A água é nosso bem mais precioso. Precisamos cuidar dela agora.

Segue abaixo um projeto que busca a conscientização sobre a importância da água de maneira inteligente e sensível. Trata em específico da preservação dos Grandes Lagos (em inglês).




Não importa onde vivemos, os Grandes Lagos afetam a todos nós. E enquanto espécies de peixes desaparecem e taxas de defeitos de nascença e câncer crescem, uma coisa parece clara: os Grandes Lagos estão mudando e alguma coisa não está bem certa com a água.